segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Google se prepara para invadir até o seu celular

Chegam ao Brasil aparelhos com o sistema operacional Android, que pode mudar a forma como usamos a web móvel


Já vá se acostumando com essa carinha verde robótica e conceitual aí ao lado. Logo ela pode estar no seu celular. É o símbolo do Android, um sistema criado pelo Google que transformou completamente a maneira de pensar um telefone celular.

Os primeiros modelos já começam a chegar aqui no Brasil. E, ao que tudo indica, no resto do mundo o número de celulares que irão carregar o sistema do Google será ainda maior. São esperados pelo menos 18 aparelhos ainda neste ano.

Os telefones que chegam agora ao Brasil já são conhecidos nos EUA e na Europa: o Samsung Galaxy e o HTC Magic (veja teste na pág. L5). O Brasil ainda terá, até o fim do ano, mais um modelo, da Motorola, chamado MotoDext, que o Link também já experimentou. Ele promete ainda mais do que os outros, já que também será compatível com o Orkut.

Imagine, por exemplo, ter no seu telefone todos os contatos gravados no seu e-mail, no MSN, no Twitter, no Facebook e no Orkut.

É assim que funciona o Android. Você escolhe o nome da pessoa com quem quer falar e decide como prefere se comunicar com ela, seja por telefone, e-mail, mensagem instantânea ou recados em redes sociais. Telefones com Android trazem uma integração com serviços da internet de uma forma prática e fácil nunca antes vista em nenhum telefone celular.

Quem usa contas de e-mail do Google também pode sincronizar o calendário online com a agenda de compromissos do celular. Sem falar nos e-mails e recados de redes sociais que são atualizados instantamente.

Outra vantagem é a facilidade com que empresas e desenvolvedores independentes podem criar aplicativos. No Brasil já existem pessoas criando programas bastante criativos para o Android.

Google entrou com tudo na briga com empresas como Microsoft, Apple, Nokia e Palm para ver qual será o sistema operacional do seu próximo celular. E na hora de escolher sua arma, optou pela facilidade de usar a web no telefone.

Fonte: Estadao.com.br / Filipe Serrano

Pesquisas Serasa de Perspectiva Empresarial

Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial - Otimismo do varejo para o Dia das Crianças prenuncia Natal ainda melhor.



A parcela de varejistas que esperam aumento do faturamento no Dia das Crianças 2009, em relação a mesma data de 2008, é de 49%, o maior patamar nessa expectativa entre as datas comemorativas deste ano. De qualquer forma, essa referência perde para a de 2008, quando 52% dos entrevistados aguardavam elevação do faturamento e repete a de 2007.
Na expectativa de faturamento deste Dia das Crianças, 37% apostam em manutenção e 14% em queda. Os que trabalham com aumento aguardam crescimento médio de 15,4%. Opostamente, os que prevêem queda tem a média de 18,7%.
Por porte, a grande empresa é a mais otimista, com 68% dos entrevistados contando com elevação do faturamento, 24% igual e apenas 8% na  queda. A seguir, as médias empresas também tem maioria aguardando evolução do faturamento, são 57%. Nas demais composições, 31% aguardam estabilidade e 12% recuo. Na pequena empresa, 46% acreditam em aumento das vendas e 39% em repetição do resultado do Dia das Crianças 2008. No decréscimo, 15% devem observar um desempenho menor entre os períodos analisados.
Por região, o Norte (57%), Nordeste (52%) e Centro-Oeste (55%) são as mais otimistas quanto a aumentar o faturamento neste Dia das Crianças, na comparação com a mesma data do ano anterior. Na sequência estão o Sudeste (49%) e o Sul (44%).
Presentes
Os empresários do varejo apontam que os presentes mais demandados neste Dias das Crianças são: Brinquedos (68%); Jogos eletrônicos (11%); Celular (9%); Roupas, sapatos e tênis (6%); Eletrônicos (3%); Chocolates e doces (1%); DVD/CD e livros (1%); Computador e equipamentos (1%) e outros (1%).
Na mesma data de 2008, os presentes destacados pelos varejistas foram: Brinquedos (61%); Jogos eletrônicos (18%); Celular (10%); Roupas, sapatos e tênis (4%); Computador e equipamentos (2%); Eletrônicos (2%); Chocolates e doces (1%); DVD/ CD e livros (1%) e outros (1%).
Vendas à vista x a prazo 
A forma de pagamento dos presentes no Dia das Crianças 2009 será 52% das vendas à vista e 48% a prazo. Na mesma data de 2008, a relação era inversa, 48% à vista e 52% a prazo.
Formas de pagamento
As expectativas sobre vendas à vista no Dia das Crianças 2009 estão distribuídas nas seguintes formas de pagamento, em relação ao faturamento: Dinheiro 42%; Cartão de crédito 21%; Cheque 18%; Cartão de débito 18% e cartão da própria loja (private label) 1%. Nesta data do ano passado eram: Dinheiro 38%; Cartão de crédito 21%; Cheque 20%; Cartão de débito 16%; Cartão de loja 2% e outros (3%).
Nas vendas a prazo, o cartão de crédito parcelado deve ficar com 41% do faturamento, o cheque pré-datado 33%, o financiamentos ou crediário 18%, cartão de débito parcelado 3%, cartão de loja parcelado (private label) 2% e outros 3%. Nesta data de 2008, as vendas a prazo foram 34% em cheque pré-datado, cartão de crédito parcelado 34%, financiamento ou crediário 25%, cartão de débito parcelado 4% e cartão da própria loja parcelado 3%.
Análise
Há convergência em todos os portes de empresas sobre a expectativa de recuperação no faturamento neste Dia das Crianças. As grandes empresas, em especial, possuem um otimismo maior, por conta de terem melhores condições de empreender promoções e de financiar o consumidor. A pequena empresa segue esta tendência, porém com expectativas menores.
O Norte e Nordeste são as regiões mais otimistas. Isto se deve à recuperação das indústrias locais e a volta gradual do crédito, com impactos na renda e daí para o comércio.
Na preferência por presentes, os brinquedos lideram a lista e aumentam a representatividade na comparação com o Dia das Crianças 2008. Crescem também a demanda por roupas, sapatos e tênis e eletrônicos, que possuem uma grande variedade de produtos e preços, coerentes com a preferência de pagamentos à vista. Caem os jogos eletrônicos, o celular e computador e impressora, que são mais intensivos de utilização de crédito e possuem preços unitários mais elevados.
Nos instrumentos de pagamento, verifica-se que à vista a participação da modalidade dinheiro cresceu e diminuiu a do cheque, registrou-se também que aumentou a do cartão de débito. A do cartão de crédito manteve-se inalterada. Nas vendas a prazo, cresce o cartão de credito parcelado e cai o do financiamento ou crediário. O cheque pré-datado manteve-se nos mesmos níveis do ano anterior.
Concluindo, o Dia das Crianças 2009 apresenta a melhor expectativa de elevação do faturamento entre as datas comemorativas do varejo deste ano. Como termômetro de vendas para o Natal, a data abre possibilidade de faturamento superior nas festas de final 2009, dado que no ano passado foi fraco, por conta dos efeitos da crise global no país.
Metodologia
A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o Dia das Crianças 2009 foi a campo entre os dias 4 e 14 de setembro de 2009, com 1.011 executivos do setor do comércio de todo o país.
A pesquisa para o Dia das Crianças realizada pela Serasa Experian começou a ser desenvolvida em 2005. Trata-se de um levantamento estatístico com uma amostra de empresas representativas do setor do comércio, dos portes pequeno, médio e grande e das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.


Fonte: Serasa


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio vence Madri e será sede das Olimpíadas de 2016



Após duas tentativas frustradas de organizar uma Olimpíada, o Rio de Janeiro foi anunciado nesta sexta-feira como sede dos Jogos-2016, os primeiros na história a serem organizados em um país sul-americano. A cidade brasileira venceu Madri, Tóquio e Chicago na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) realizada hoje em Copenhague, na Dinamarca.

Na primeira rodada de votação, Chicago, que era considerada favorita, foi eliminada. Na segunda, foi a vez de Tóquio sair da disputa. Na decisão, o Rio venceu Madrid.

Sites especializados como o "Game Bids" e o "Around The Rings" colocavam a capital fluminense como a principal favorita, com ligeira vantagem sobre Chicago. A cidade norte-americana, porém, era a favorita em casas de apostas, seguida pelo Rio.

Entre os quatro países com cidades candidatas, o Brasil era o único que ainda não havia recebido nenhuma Olimpíada. O caráter inédito da candidatura carioca foi bastante ressaltado na apresentação feita pelo Rio de Janeiro antes da votação.

"Entre as dez maiores economias do mundo, somos os únicos que não sediaram a Olimpíada. Para os outros, será apenas mais uma Olimpíada, mas para nós será uma oportunidade sem igual. O desafio do COI é expandir os Jogos para novos lugares, de acender a pira olímpica em um país tropical", disse o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Essa candidatura não é só nossa, mas é da América do Sul. Um continente que nunca sediou uma Olimpíada. Está na hora de corrigir isso", adicionou.

A apresentação da candidatura brasileira contou ainda com discursos do ex-presidente da Fifa João Havelange, do comandante do COB e comitê da candidatura, Carlos Arthur Nuzman, do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, do prefeito da cidade, Eduardo Paes, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do secretário geral da candidatura, Carlos Roberto Osório, e da velejadora Isabel Swan, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.

Um dos embaixadores da campanha carioca, Pelé não discursou. O maior jogador de futebol da história apenas acenou para os membros votantes do COI.


Gastos

O projeto apresentado pelo Rio é o mais caro entre os quatro finalistas. Ele prevê o gasto de US$ 14,42 bilhões na organização da Olimpíada. Chicago projetava orçamento de US$ 4,82 bilhões; Madri, de US$ 6,13 bilhões; e Tóquio, de US$ 6,8 bilhões.

Só na fase de candidatura, encerrada com a eleição desta sexta, já foram gastos R$ 138 milhões. O dinheiro veio de recursos do município, do governo, da União e da iniciativa privada.

O plano da Olimpíada brasileira é aproveitar 19 das arenas que foram levantadas para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Outros 11 ginásios serão construídos, além de quatro locais temporários de competição.

Assim como o comitê que organizou o Pan, o projeto da Olimpíada também é encabeçado pelo presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman.

Histórico

Nas duas outras vezes em que o Rio se lançou candidato à principal competição poliesportiva do mundo, o projeto brasileiro não passou das etapas preliminares do processo seletivo.

Para a Olimpíada-2004, a cidade contou com grande apoio popular, mas sofreu com a divisão entre os dirigentes. João Havelange apoiou o projeto, enquanto o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, preferiu um papel secundário.

O Rio voltou a competir a competir pela sede dos Jogos-2012, mas não foi aprovado pelo COI, que criticou o planejamento financeiro da candidatura, considerado otimista demais, e as ações para melhorar a rede de transporte da cidade.

A terceira tentativa carioca, enfim, conseguiu chegar à final, mas ainda sim sob desconfiança do COI. Das quatro cidades finalistas, o Rio foi a que recebeu a pior nota na primeira avaliação.

A situação mudou no começo do mês passado.

Após as visitas de inspeção nas quatro cidades, o COI colocou o Rio no mesmo nível das outras três candidaturas. A entidade elogiou o apoio de todas as esferas governamentais, assim como o aspecto social da candidatura, mas criticou a rede hoteleira da cidade e a falta de segurança.

Com a nova avaliação, a candidatura brasileira passou a ser tratada como favorita em sites especialistas no movimento olímpico, como o "Around the Rings" e o "Games Bids", tendo como principal adversária Chicago, que ganhou impulso com a confirmação da presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Copenhague.

Fonte: Midia Max News / Folha/JL

Lula diz que Rio 'une continentes' e 'tem paixão' por Olimpíadas

Presidente defendeu candidatura brasileira. Anúncio da vencedora será feito nesta sexta.

Enviada especial da BBC Brasil a Copenhague - Em seu discurso em defesa da candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, em Copenhague, na Dinamarca, que a identidade do Brasil une todos os continentes e destacou que, para o Brasil, as Olimpíadas serão "uma oportunidade sem igual".

"Essa candidatura não é só nossa. É também da América do Sul. Está na hora de a pira olímpica ser acesa num país tropical", afirmou Lula, que encerrou seu discurso ressaltando a "paixão do povo brasileiro" pelos esportes.

Foi este também o tema do filme do cineasta Fernando Meirelles apresentado em seguida, com muitas imagens de cariocas recebendo delegações estrangeiras vestindo roupas em cinco cores diferentes pelas ruas da cidade.

A imagem final, das delegações formando os cinco aneis olímpicos na praia de Copacabana, cercadas por milhares de cariocas, foi muito elogiada pelos jornalistas que assistiam à apresentação em Copenhague.

A apresentação brasileira foi aberta pelo presidente honorário da Fifa, João Havelange, que disse "sonhar em ver História sendo feita em 2016"

"Por uma notável coincidência, eu convido a todos os senhores para estar comigo em 2016, em minha cidade, neste novo Brasil para o meu aniversário de cem anos", afirmou Havelange.

Antes do discurso de Lula, outra fita promocional reuniu imagens da Cidade Maravilhosa e apresentações esportivas, sob a trilha sonora de uma versão de Aquele Abraço, de Gilberto Gil.

Além de Lula, discursou também o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, que destacou o fato de 12 Jogos Olímpicos já terem sido realizados na América do Norte, e oito destes, nos Estados Unidos, numa alusão à candidatura de Chicago, considerada a principal rival do Rio.

'Afirmação sobre o futuro'

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participou da apresentação também, para avalizar a saúde financeira do país.

"Nós lhes fornecemos garantias que podem inspirar confiança", disse o economista.

Nuzman encerrou a apresentação brasileira afirmando que a escolha da cidade certa é uma "afirmação sobre o futuro e o que o COI oferece às gerações futuras".

"O Rio oferece ação, não só palavras. O Rio traz um espírito renovado de paixão. Votem no Rio e abrirão um portal para uma população apaixonada."

Em sua apresentação, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, ressaltou que a situação da segurança no Rio "mudou", entre outros graças a uma nova geração de policiais.

"Posso garantir em nome dos três níveis de governo do Brasil que apresentaremos Jogos seguros", afirmou Cabral.

Participaram da cerimônia na Dinamarca ainda Pelé, o nadador deficiente Daniel Dias, vencedor de nove medalhas de ouro nos Jogos de Pequim, a velejadora Isabel Swan e a atleta Bárbara Leôncio.

A única atleta a discursar foi a velejadora, medalha de bronze em Pequim. Ela disse achar "maravilhoso treinar e competir no Rio".

"No Brasil, nós sabemos que o esporte pode transformar vidas, como é o caso do Rei do Futebol, Pelé, do nadador paraolímpico Daniel Dias e da corredora Bárbara Leôncio."

Após a apresentação brasileira, a delegação respondeu a perguntas do COI. A primeira foi sobre a possibilidade de abertura de investigações policiais no Brasil sobre cooperação em casos de doping.

Para responder a uma pergunta sobre a maior importância do legado das Olimpíadas no Rio, foi convocado o governador fluminense.

"O maior legado será para a nossa auto-estima", disse Cabral.

Ao deixar a cerimônia, o escritor Paulo Coelho revelou que antes da apresentação da candidatura do Rio, todos os representantes brasileiros se reuniram e cantaram "Cidade Maravilhosa". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte do Texto: Estadão.com.br

Veja Video como o tema "A paixão nos une RIO2016"

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